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quarta-feira, 10 de junho de 2009

No âmbito de concluir este blog decidimos criar um pequeno documentário que fizesse um apanhado das ideias aqui exploradas ao longo do semestre.

Deixo também o texto escrito para o documentário. Está em inglês devido ao uso de uma voz sintetizada que só compreendia essa língua.

CLIQUE AQUI PARA VER O VIDEO

Since the beginning, man has always walked towards new frontiers. Its greatest ally in this search has been technology. We constantly build new and more effective tools to make our lives more comfortable. Fire allowed us to see in the darkness. Clothing protected us from the elements. New weapons made us stronger. Language and the written word made it possible to pass on knowledge to others. All these inventions changed Man beyond recognition.

Now, at the beginning of the 21st century, technology has evolved so much that we find ourselves at a crossway with three possible futures. All of them revolutionary.

First possibility
Very recently, we’ve been seeing a trend in trying to simplify technology to make it easier for us to interact with. Early computers were complicated pieces of equipment that required advanced knowledge to use. These mechanisms worked against men’s natural intuition. But now with advances in technology we are able to make them more user friendly. What this means is that our machines are adapting to our needs, becoming more human like. By the rate technology is evolving, machines will become so human we won’t be able to tell them apart from us.
What will be the consequences of having tools that cater to our every need? We have changed so much already trying to make our lives less complicated. What will we do when we won’t even have to walk anymore? Are we making it so easy for ourselves that we’ll start losing many of our natural abilities? The lack of challenges may be de-evolving us. This would be a sad fate for humanity.

Second Possibility
Another possible future is one in which there is none. Machines superior to us in every way, soon realize the futility of serving our kind. We become nothing more than an inconvenience to them. Our fate is set. Extinction.

Third Possibility
But there is still one other possibility. Something we are already beginning to see in today’s world. Man is moving further and further away from its natural biology. Becoming more infused with machines. Extreme examples of this show us individual’s whose lives are completely dedicated to virtual worlds. Their bodies have become mere shells for their minds. Taking this trend into the future, what will become of us? Incredible advances will allow us to improve our physicality. Bioengineering will improve our strength, our speed our intelligence and our longevity. We would also be able to simulate human consciousness on computer hardware. We could live in world’s where everything and anything is possible. In such a future where we would fuse with machines, would there still be traces of humanity left in us? What purpose in life would these new beings have? Should we take any precautions to prevent such a future? Is it correct to fight progress to preserve human nature?

Conclusion
These are some of the defining questions we face in this time of change. What does it mean to be human? What is the purpose of technology? Have we set in motion a path that will lead us to our end?

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Na minha ultima entrada neste blog falei de duas possíveis tendências para a evolução da relação entre o homem e a tecnologia. Dois possíveis futuros. Ou as nossas invenções se tornariam mais como nós, mais humanas, ou seriamos nós que nos adaptaríamos a elas.
Mencionei a Nintendo Wii como um exemplo popular de um interface electrónico humanizado, e os jogos sociais como o Second Life como exemplo da tecnologia a sobrepor-se á fisicalidade humana.

Não acho que se trate de uma questão de qual dos dois futuros se tornará realidade, pois ambos se estão a materializar neste preciso momento. Contudo sinto que o acto de ensinar as maquinas a falar humano pode vir a ser apenas uma fase passageira pois é uma necessidade ligada apenas as ultimas gerações humanas. Nós ainda nascemos num mundo onde os livros eram feitos de centenas de paginas de papel. A forma de interagir com eles resumia-se a folhear com os dedos as paginas para avançar a leitura. Para nós faz sentido o acto de folhear, e esse gesto pode ser simulado por um monitor sensível ao toque como o do iPhone. Isto resulta num interface bastante intuitivo, mas imaginemos um futuro onde todos os livros do mundo foram substituídos por este tipo de simulações. Fará sentido para essas futuras gerações continuar a folhear? Indivíduos que nunca tiveram contacto com um livro verdadeiro e que conseguem mudar de pagina simplesmente através do pensamento? É provável que o homo sapiens como o conhecemos esteja para se extinguir em breve, e não me refiro a um grande evento apocalyptico, falo apenas da possível forma como a tecnologia nos vai alterar profundamente nos próximos séculos ao ponto de tornar-nos numa nova espécie.



Especular de que forma isso irá acontecer é dos meus temas preferidos, e um que já foi abordado repetidamente pelos media em filmes como o Terminator e o Matrix. Esses filmes sugerem que as maquinas se vão virar contra nós mal se apercebam da futilidade de servir uma raça inferior. Mas pondo para já de lado essa possibilidade pessimista, que outras formas existem de entrarmos nos próximos séculos? O Igor mencionou o mais recente filme da Pixar, o Wall-E, que achei um exemplo bastante interessante de um possível futuro da relação entre o homem e as suas ferramentas.



Para os que ainda não viram, o Wall-E é um filme passado 700 anos no futuro onde os humanos abandonaram a terra devido a graves problemas de poluição. A superfície do globo está totalmente coberta de lixo. Ficou encarregue ao solitário Wall-E a missão de limpar o planeta, até que um dia este vai-se envolver numa serie de aventuras que o vão levar para fora da terra até á actual residência da raça humana, uma nave espacial. A forma como essa nave e os humanos que lá vivem estão retratados é que é de especial interesse para este blog. Os seus corpos obesos e atrofiados ao ponto de parecerem balões de água devido á falta de exercício físico são totalmente inúteis. Como o Igor falou, as extensões tecnológicas inventadas para substituir os nossos pés deixaram marcas profundas no nosso corpo. Neste futuro as facilidades providenciadas pelas máquinas tornaram o homem num animal sem objectivos. Não necessita de trabalhar nem de fazer o mínimo esforço para adquirir o seu conforto. Vive apenas para o lazer e o consumismo superficial.
Isto levanta algumas questões mais filosóficas que o Miguel falou sobre o propósito da vida. Se num futuro como o do Wall-E a nossa função primária ainda for a procura da felicidade então eu diria que a humanidade fracassou. Ficou encalhada num tempo sem mudança e sem evolução, sem criatividade e inovação.

Mas isto segundo o contexto de uma raça que ainda é inteiramente humana, embora extremamente obesa, pois é possível que venhamos a alterar a nossa essência ao ponto de substituirmos completamente as necessidades que consideramos básicas. Falo disto pois acho bastante provável que no futuro tome lugar um acontecimento revolucionário denominado de singularidade tecnológica. Esta singularidade refere-se ao momento em que o homem cria uma máquina capaz de se auto-melhorar. Isto resultaria num crescimento exponencial de avanços tecnológicos. A bioengenharia e a nano-tecnologia evoluiriam de tal forma a tornarem os nossos corpos mais fortes, as nossas mentes mais inteligentes e seriamos imunes a qualquer doença, incluindo o envelhecimento, tornando-nos virtualmente imortais. Teríamos também a capacidade de simular a mente humana em ambientes digitais, tal como no Matrix onde tudo é possível.
Num futuro assim existiriam ainda vestígios da nossa humanidade na fusão com as máquinas? Que objectivos de vida teriam estes novos seres? Crescerem e multiplicarem-se, a procura da felicidade, a procura da verdade?
Pode parecer ficção científica, mas ponde de parte um cataclismo global que nos destrua, acredito que a singularidade tecnológica é apenas uma questão de tempo.
Que medidas deveremos tomar em relação a isso? Será correcto tentar impedir esta fusão com as maquinas de modo a preservar a nossa natureza humana, independentemente dos benefícios que possa trazer?



Recomendo muito este livro para os que tiverem interessados no tema da singularidade. The Singularity is Near de Ray Kursweil.

sábado, 28 de março de 2009

Uma pequena apresentação.

Estou a ver que os meus colegas já contribuíram com diversas ideias bastante interessantes, mas, antes de mais, gostaria só de falar um pouco sobre o Blog e os seus objectivos. Trata-se de um projecto universitário para a cadeira de Psicologia da Comunicação do curso de Som e Imagem da Universidade Católica Portuguesa. Formamos um grupo de 5 (António Miguel, Pedro, Joana, Igor e Diogo) e foi-nos pedido para criar um blog onde o tópico seria escolhido por nós e teria de ser relacionado com exemplos distintos de obras de arte ou outros elementos dos media. O tema que escolhemos está explícito no titulo de forma simplificada, Futuro Interactivo. Talvez careça de criatividade, mas cumpre a sua função. De facto, os assuntos que ocupam este espaço dedicam-se a explorar a relação que existe entre o homem e a tecnologia e como esta irá evoluir no futuro. Por outras palavras, o que pensamos nós do destino da humanidade como animal dependente de ferramentas. Seguindo a tendência da evolução tecnológica nos últimos séculos, poderemos deduzir que estamos condenados a perder a nossa fisicalidade ou será que é a própria tecnologia que vai adquirir cada vez mais atributos humanos?

Embora possa parecer uma questão para autores de ficção científica, eu argumentaria que já hoje em dia se pode observar indícios de ambas as possibilidades. Vejamos o exemplo de milhares de pessoas que passam várias horas diariamente em mundos virtuais como o Second life e o World of warcraft. Não quero estar a estereotipar todas elas como ermitãs cibernéticas, mas, de facto, existem alguns indivíduos que dedicaram a sua vida a essas realidades. Os seus corpos tornaram-se apenas recipientes para as suas mentes, vivem desligados da realidade.

São julgados como pessoas desequilibradas e anti-sociais, mas quando esses programas se tornarem indistinguíveis da realidade, como o Pedro falou na sua entrada sobre o Matrix, que razões teremos nós para desejar continuar neste mundo de limitações? (Não é uma pergunta retórica, estou genuinamente curioso.)

Embora ache que esse seja um fim provável para a nossa espécie, gostava também de explorar uma outra possibilidade. Uma tendência recente de humanizar a tecnologia. Cada vez mais distantes são os tempos em que para mexer num computador era necessário um manual ou mesmo um curso informático. Comparem o interface do MS-DOS com o do iPhone para compreender o que eu quis dizer quando me referi à humanização da tecnologia. Não somos nós que nos adaptamos à máquina mas sim o contrário. Quanto mais intuitiva se torna a interacção com a tecnologia mais se assemelha com as ferramentas analógicas de outros tempos. Vejamos a Nintendo Wii como exemplo disso. Num jogo electrónico de ténis, não é mais necessário decorar uma série de comandos para poder jogar, basta fazer os movimentos da raquete em sincronia com as imagens do ecrã.

Provavelmente toda esta tendência não é mais do que uma fase passageira até ao momento da singularidade tecnológica. Mas falaremos mais disso noutra altura, para já fica aqui o convite para todos que queiram explorar connosco o futuro fantástico da relação entre o homem e amáquina! 

...

Bem, pelo menos sabemos que no mínimo dos mínimos a Professora de psicologia à de ler o blog.

Certo? : (